Enganar o tempo…
Vamos calcular as armas, tu e eu, de braço dado nesta estrada meio deserta, não sabemos quanto tempo o cessar fogo vão durar...há vitórias e derrotas apontadas pela calada nos diários imaginários onde acumulamos as razões para lutar…Advirto os meus espectros ao virar de cada esquina, para alvoroçar a inocência, quantas vezes te odiei com medo de te amar...Vamos enganar o tempo saltar para o primeiro comboio que arrancar da estação…Para quê fazer projectos quando sai tudo ao contrário…Pode ser que, por milagre, troquemos as voltas aos deuses… Entre o caos, e o conflito a vontade e a desordem, não podemos ver ao longe, e corremos sempre o risco de ir longe demais, pois somos meros transeuntes, somos só sobreviventes com carimbos falsos nas apresentações. Vamos, é, enganar o tempo...