terça-feira, dezembro 19, 2006

Apontamento…

Sai para a rua abraçado á tristeza, vi o que ninguém vê e deu-me vergonha por isso… vagueio desconsolado e sinto a garganta estrangulada, não são céus nublados parece mais uma chamada da mãe natureza… A justiça está presa por ordem da malícia, o dinheiro que te salva é o mesmo que assassina. Não gosto da palavra esperança, sei que tudo são mentiras, tenho pena que se avalie a coragem na batalha… ainda bem que com armas não se matam as palavras…

terça-feira, dezembro 05, 2006

Nota solta…

Pode ser que não valha a pena escrever tão longe da poesia, todas as palavras que quero dizer se desfazem de repente, não restam flores pois arrancaram-lhe as raízes e modificaram as sementes… por vezes apercebemo-nos tarde da perda de certas coisas, pelo simples facto de pensarmos que já eram nossas… e é por isso que são necessários bares, locais onde se podem fechar feridas ou não, todas as noites nos lembramos de alguém mas esquecemos a cada dia… podemos ser loucos em busca da sobrevivência sobre a loucura da vida… parece que uma voz me diz; deixa-te levar pelo sentimento, mas se a alma te leva quando te aproximas do fim… onde tudo começa. Não acertamos as contas da vida, onde sobram sempre noites e faltam dias… podemos nos encontrar perto do fim porque é ai que tudo realmente começa….