quarta-feira, maio 31, 2006

Promessas Caladas...

Olho-me no espelho e revejo a larga escala tudo que a vida me trouxe de bom, e concluo-o, tudo que é bom resulta das decisões correctas…ou não. E eu que queria conhecer o mapa da tua alma, mas detrás do teu olhar existe um mundo que eu só consigo aceder com uma simples e vulgar pergunta. Esta tudo bem contigo? E aqui é quando o teu olhar me deixa desarmado, quebrando em mil pedaços a essência da minha parte mais sensata… a minha mente. Sei que a minha teoria transformada neste monte de palavras pode regressar sozinha a casa e pode estar a anos-luz do amanha, mas o que importa se o ser humano é assim… um incorrigível fabricante de ilusões (esta já é repetida mas nunca perde o seu valor). O teu encanto é como uma arma carregada de promessas por cumprir, promessas escritas nas areias da praia que o mar se encarregará (ou não) de apagar na maré cheia…. (continuará)

terça-feira, maio 30, 2006

A vida é…

A vida é uma longa violência, já tive tempos que pensava precisamente o contrário ou seja, a vida era uma longa paciência. Mas acho que a paciência não vem ao caso, quanto maior é o número de experiências acumuladas descobre-se que cada dia se enche de uma violência extrema e incontrolável. Quando nos julgamos calmos e pacientes, estamos afinal a acumular energias para o esforço dos últimos metros, pois a meta está num ponto qualquer, não sei onde, mas já que tenho que atravessa-la que seja em glória. Não quero aplausos, note-se. È sim, a simples realização íntima que dá a cedência do meu passo acelerado, mas para isso é preciso muita violência. A que sujeita os desânimos e as renuncias, a que transforma em corda esticada e vibrante do ser em que habita…que fique claro que esta violência não é física… isto para um “blogger”mais distraído… ( cont.)

sábado, maio 27, 2006

......

“Voar, cair no fundo da dor. Sonhar, perder impérios de ilusões. Hoje não tenho nada, se tu não estas, o meu coração apaga-se. Se fores embora o teu deus se zangará, não deixes este amor morrer assim, chorarei, chorarás, sofrendo na solidão. Procurar, sentir a paixão de amar, tratar de fugir aos tempos que virão, fugindo do passado…hoje não tenho nada e o meu coração apaga-se …sem ti…chorarei, chorarás…”
Il Divo

quinta-feira, maio 25, 2006

Gritos Mudos...

Mesmo que a lua não brilhe amanha, é igual pois só ver-te sorrir já me faz sentir bem, mas é verdade que um gesto mais frio e um olhar diferente se crava no meu peito, consequências do desalento, mas aí está a magia…do sentimento… Agora que ainda te vejo já sinto a tua falta, não imagino as minhas feridas se algum dia fores para longe, ou eu tenha que partir… Espero que os nossos olhos brilhem amanha, e a tua voz possa pedir a gritos, gritos mudos…a verdade…pois se tu fores a escuridão virá após a tua partida…

domingo, maio 21, 2006

A todos e a cada um que tornaram a partida inevitável…

Hoje escuto uma cidade diferente, o olhar é hoje mais atento e distante, sinto o meu e o seu respirar, os arredores tornam-se mais longínquos e eminentes como alternativa a ela… Uma viagem diferente me espera um dia… agora mais próximo e inevitável que tu também conhecerás. É como voar sem descolar, que agradável se não provocasse tanta dor… Não penses que irei, e te deixo atirado em qualquer canto, estarei sempre a teu lado para dar-te confiança, gritarei se for necessário, pois a verdade de um novo dia nasce hoje e com ele uma nova ilusão. Uma vida presa numa prisão de olhares agora libertada e exposta a outros olhos… conto contigo se as forças me faltarem, e a vida me rejeitar… é isso conto convosco…

Eminente adeus…

Se estiveres triste e um dia cinzento: calma que farei que o teu sorriso volte, se o que queres é fugir, caminha, farei que tenhas forças para continuares a viver. Não tenho mais motivos para te dar sobre este medo de não voltar a ver-te…
Acredito ouvir chuva a cair, na minha janela, mas não está a chover... não é mais que um reflexo do meu pensamento, já tenho saudades… eu só quero fazer saber, a todos, estejam onde estejam que se faltarem as forças, eu estarei lá para dar e se te sentires só, fala comigo, estarei aqui para te escutar mesmo que não te possa ver… olhares tristes sobre mim aninham-se e fazem parte de mim, agora chove sempre, porque estou sem ti e a sensação de vazio invade-me…


sábado, maio 20, 2006

... Agora que não estás …

Agora que não estás as árvores do parque juraram não crescer até que voltes… porque agora que não estás, não podem fugir contigo a esses lugares onde sonham… mas ao chegar a noite tudo muda, oiço essas vozes como ameaças… o que me aconteceu não entendo nada, vi sombras que me alcançam. Agora que não estás, que não te posso ver, as luzes desse porto de abrigo apagam-se, os mares juntam-se ás montanhas e as marés esmorecem nas areias cálidas e confinadas á custa do tempo…infinito talvez ou será eterno…não eternos são os sentimentos… o silencio não existe e os desertos obscuros são a ruas vazias de sentimentos onde ninguém te consegue escutar, talvez ao longe te consiga tocar… agora que não estás…

quinta-feira, maio 18, 2006

“…as palavras… (final)”

…as palavras deixam de comunicar, quando uma palavra é dita para que outra não se oiça… a palavra mesmo que não afirme, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta, amassa; por vezes queremos escolher a palavra certa para definir o sentimento e deparamo-nos com uma quantidade de palavras ocas e vazias do tal sentimento e entramos na dicotomia do disse, ou como vinha a dizer… Daí que seja urgente mondar as palavra, para que a sementeira se converta em seara. Daí que a palavra só valha o que vale o silêncio do acto… o silêncio por definição é aquilo que não se ouve, é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sobre o por do sol. Caem sobre ele as palavras. Todas as boas e as más, o trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.

sexta-feira, maio 12, 2006

"...pra rir..."

" As raparigas não deviam procurar o Príncipe encantado,mas sim o Lobo Mau.Ele ouve-as melhor, ve-as melhor...e ainda as come..."


"A casa da sogra não se quer tão perto que ela possa vir de chinelos,
nem tão longe que ela queira vir de malas... "


"Uma professora boazona, que dava aulas numa universidade, relembra aos alunos que no dia seguinte iriam ter uma frequência muito importante, a única do semestre, e que não iria aceitar faltas, a não ser por doença grave, acidente ou morte de um parente. No fundo do auditório, um jovem pergunta: - E se o motivo da falta for uma grande fadiga, devido a actividade sexual muito intensa?
O resto do auditório, como era de prever, desatou a rir. Quando o silêncio voltou à sala, a professora virou-se para o aluno e disse: - Nesse caso, terá de fazer a frequência com a outra mão..."

" Numa
entrevista de emprego numa repartição pública, o chefe pergunta:
- O senhor já sofreu algum acidente grave?
- Sim. Quando servia o exército, participei de uma batalha simulada e um tiro
atingiu os meus testículos. Tive que extraí-los!
- Santo Deus! - Exclamou o entrevistador, sem conseguir disfarçara piedade
- Bem, o emprego é seu! Nós chegamos sempre às 8, mas o senhor pode chegar
às 10. Tudo bem?
- Mas por que eu vou ter esse privilégio?
- É que, o senhor sabe como é... Repartição pública... O pessoal
sempre fica coçando os tomates duas horas antes de começar a trabalhar!"



quinta-feira, maio 11, 2006

"...frases soltas..."

..." o ser humano é um incorrigivel fabricante de ilúsões..."

..." a verdade é uma múltidão movente de metáforas rectóricamente erguidas e sugadas até ao tutano, tal como moedas que perdem o seu valor e reduzem-se a um pedaço de metal..."

..."ainda que a ponte seja obscura o rio continua a correr, tão certo é que do belo e do feio, da verdade e da mentira, do que se confessa e do que se esconde, fazemos todos nós a nossa casual existência..."

..." a minha imagem é o reflexo dos meus actos..."

..." o universo é infinito assim como a dúvida sobre ele..."

..."deus morreu, ele não é a minha meta, é o meu ponto de partida..."

..."o cosmos talvez seja a verdade sobre a dúvida..."

..."Cidade..."

Era uma vez, como começam as histótias da nossa infância, digo nossa porque imagino que já todos passamos por ela(ou não) continuando...era uma vez um homem que vivia fora dos muros da cidade, se pagava por algum crime que cometera, se pagava culpas de antepassados, ou apenas se retirara por indiferença - não se sabe. Talvez um pouco de tudo isto, vivia o homem então fora dos muros da cidade, deste facto deliberado ou imposto acabou por establecer essa condição.
Mas não podia era evitar que nos olhos lhe pairasse a névoa melancólica que envolve todo o ser solitário... algumas vezes tentou entrar, fê-lo não pelo cansaço da situação, mas sim pelo instinto de mudança ou desconforto inconsiente.
Escolheu sempre as portas erradas, se portas havia, e se lhe aconteceu julgar que entrara na cidade, talvez sim, mas era como se a par da cidade real houvesse imagens dela inconsistentes, como a sombra que nos olhos se torna mais densa; e quando as imagens se desvaneciam era o deserto que o rodeava.
E ao longe, brancos e altos, com árvores plantadas nas torres e jardins suspensos nas varandas, os muros da cidade brilhavam outra vez inacessivéis... (cont.)

terça-feira, maio 09, 2006

..."Rotinas..."

…a vida está presa por arames tenros e finos feitos de palavras vãs e projectadas, os dias passam, os anos passam, a terra faz o seu giro obediente em volta do sol, e nós acabamos por acreditar que aparamos algumas migalhas dos manjares da eternidade… pois o homem como essência é um incorrigível fabricante de ilusões… (talvez continue…)

segunda-feira, maio 08, 2006

...as palavras (cont.)...

...os cerebros estão cheios de palavras que vivem em paz com as suas contrárias e inimigas, e é por isso que as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que estão a fazer... há muitas palavras... e há também o discurso, que não é mais que palavras encostadas umas ás outras em equilibrio instável á custa de uma precária sintaxe, ou não,... A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano... a palavra não mostra disfarça...(cont.)

domingo, maio 07, 2006

"O grupo"...

São dez ou doze pessoas assustadas, ou não, podem também ser , apenas duas, sentam-se em redor de uma fogueira de medos: o medo da solidão, o medo do passado, do presente e do futuro. São umas quantas pessoas trémulas que entre si decidiram ignorar a presença da fogueira - e chamaram a isso coragem, são umas quantas pessoas mudas de terror, que lançam perguntas e respostas e chamam a isso comunicação... mas a foguira continua lá... ( continua...)

..."as palavras..."

...As palavras são boas. As palavras são más, as palavras ofendem e pedem desculpa... As palavras são dadas, trocadas, oferecidas e inventadas... As palavras são como carraças: vêm nos livros , nos jornais, nas legendas dos filmes... O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciencia....(continuará...)

sábado, maio 06, 2006

"...há dias assim...."

"...a vida por vezes exije de nós uma entrega que por vezes não temos a certeza se conseguimos atingir, mas estes últimos dias demontraram-me que quando queremos atingir um objectivo a que nos propomos até necessidades básicas; dormir, comer...; se tornam secundárias á medida que caminhamos pra meta...pois é há dias assim..."