quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
A vida é…
sábado, maio 27, 2006
......
Il Divo
quinta-feira, maio 25, 2006
Gritos Mudos...
domingo, maio 21, 2006
A todos e a cada um que tornaram a partida inevitável…
Hoje escuto uma cidade diferente, o olhar é hoje mais atento e distante, sinto o meu e o seu respirar, os arredores tornam-se mais longínquos e eminentes como alternativa a ela… Uma viagem diferente me espera um dia… agora mais próximo e inevitável que tu também conhecerás. É como voar sem descolar, que agradável se não provocasse tanta dor… Não penses que irei, e te deixo atirado em qualquer canto, estarei sempre a teu lado para dar-te confiança, gritarei se for necessário, pois a verdade de um novo dia nasce hoje e com ele uma nova ilusão. Uma vida presa numa prisão de olhares agora libertada e exposta a outros olhos… conto contigo se as forças me faltarem, e a vida me rejeitar… é isso conto convosco…
Eminente adeus…
Se estiveres triste e um dia cinzento: calma que farei que o teu sorriso volte, se o que queres é fugir, caminha, farei que tenhas forças para continuares a viver. Não tenho mais motivos para te dar sobre este medo de não voltar a ver-te…
Acredito ouvir chuva a cair, na minha janela, mas não está a chover... não é mais que um reflexo do meu pensamento, já tenho saudades… eu só quero fazer saber, a todos, estejam onde estejam que se faltarem as forças, eu estarei lá para dar e se te sentires só, fala comigo, estarei aqui para te escutar mesmo que não te possa ver… olhares tristes sobre mim aninham-se e fazem parte de mim, agora chove sempre, porque estou sem ti e a sensação de vazio invade-me…
sábado, maio 20, 2006
... Agora que não estás …
Agora que não estás as árvores do parque juraram não crescer até que voltes… porque agora que não estás, não podem fugir contigo a esses lugares onde sonham… mas ao chegar a noite tudo muda, oiço essas vozes como ameaças… o que me aconteceu não entendo nada, vi sombras que me alcançam. Agora que não estás, que não te posso ver, as luzes desse porto de abrigo apagam-se, os mares juntam-se ás montanhas e as marés esmorecem nas areias cálidas e confinadas á custa do tempo…infinito talvez ou será eterno…não eternos são os sentimentos… o silencio não existe e os desertos obscuros são a ruas vazias de sentimentos onde ninguém te consegue escutar, talvez ao longe te consiga tocar… agora que não estás…
quinta-feira, maio 18, 2006
“…as palavras… (final)”
…as palavras deixam de comunicar, quando uma palavra é dita para que outra não se oiça… a palavra mesmo que não afirme, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta, amassa; por vezes queremos escolher a palavra certa para definir o sentimento e deparamo-nos com uma quantidade de palavras ocas e vazias do tal sentimento e entramos na dicotomia do disse, ou como vinha a dizer… Daí que seja urgente mondar as palavra, para que a sementeira se converta em seara. Daí que a palavra só valha o que vale o silêncio do acto… o silêncio por definição é aquilo que não se ouve, é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sobre o por do sol. Caem sobre ele as palavras. Todas as boas e as más, o trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão.
sexta-feira, maio 12, 2006
"...pra rir..."
"A casa da sogra não se quer tão perto que ela possa vir de chinelos,
nem tão longe que ela queira vir de malas... "
"Uma professora boazona, que dava aulas numa universidade, relembra aos alunos que no dia seguinte iriam ter uma frequência muito importante, a única do semestre, e que não iria aceitar faltas, a não ser por doença grave, acidente ou morte de um parente. No fundo do auditório, um jovem pergunta: - E se o motivo da falta for uma grande fadiga, devido a actividade sexual muito intensa?
O resto do auditório, como era de prever, desatou a rir. Quando o silêncio voltou à sala, a professora virou-se para o aluno e disse: - Nesse caso, terá de fazer a frequência com a outra mão..."
" Numa
entrevista de emprego numa repartição pública, o chefe pergunta:
- O senhor já sofreu algum acidente grave?
- Sim. Quando servia o exército, participei de uma batalha simulada e um tiro
atingiu os meus testículos. Tive que extraí-los!
- Santo Deus! - Exclamou o entrevistador, sem conseguir disfarçara piedade
- Bem, o emprego é seu! Nós chegamos sempre às 8, mas o senhor pode chegar
às 10. Tudo bem?
- Mas por que eu vou ter esse privilégio?
- É que, o senhor sabe como é... Repartição pública... O pessoal
sempre fica coçando os tomates duas horas antes de começar a trabalhar!"
quinta-feira, maio 11, 2006
"...frases soltas..."
..." a verdade é uma múltidão movente de metáforas rectóricamente erguidas e sugadas até ao tutano, tal como moedas que perdem o seu valor e reduzem-se a um pedaço de metal..."
..."ainda que a ponte seja obscura o rio continua a correr, tão certo é que do belo e do feio, da verdade e da mentira, do que se confessa e do que se esconde, fazemos todos nós a nossa casual existência..."
..." a minha imagem é o reflexo dos meus actos..."
..." o universo é infinito assim como a dúvida sobre ele..."
..."deus morreu, ele não é a minha meta, é o meu ponto de partida..."
..."o cosmos talvez seja a verdade sobre a dúvida..."
..."Cidade..."
Mas não podia era evitar que nos olhos lhe pairasse a névoa melancólica que envolve todo o ser solitário... algumas vezes tentou entrar, fê-lo não pelo cansaço da situação, mas sim pelo instinto de mudança ou desconforto inconsiente.
Escolheu sempre as portas erradas, se portas havia, e se lhe aconteceu julgar que entrara na cidade, talvez sim, mas era como se a par da cidade real houvesse imagens dela inconsistentes, como a sombra que nos olhos se torna mais densa; e quando as imagens se desvaneciam era o deserto que o rodeava.
E ao longe, brancos e altos, com árvores plantadas nas torres e jardins suspensos nas varandas, os muros da cidade brilhavam outra vez inacessivéis... (cont.)
terça-feira, maio 09, 2006
..."Rotinas..."
…a vida está presa por arames tenros e finos feitos de palavras vãs e projectadas, os dias passam, os anos passam, a terra faz o seu giro obediente em volta do sol, e nós acabamos por acreditar que aparamos algumas migalhas dos manjares da eternidade… pois o homem como essência é um incorrigível fabricante de ilusões… (talvez continue…)