Noite de Verão…
Andando, fui dar a um jardim voltado para ribeira, e esta milagrosa ribeira que já tanto deu e ainda pode dar, coberta de luzes pequenas que se espalham pela tremules águas – este céu de veludo negro, (a imagem está cansada mas quem pode evita-la?), esta atmosfera macia que nenhuma aragem perturba – tudo isto me envolveu de paz, de acordo com o mundo, como se lentamente fosse atravessando o limiar das felicidades mundanas. Empurrei para o lado esse cepticismo que a toda a hora se infiltra ou se instala na minha prosa… e abri, num gesto de rendição, as portas do meu desencanto ás harmonias da noite. A necessidade da frescura vegetal invade-me, o cheiro da terra, alimentar-me dele, inconscientemente, ou não, faz-me falta… Digo adeus á postagem amarga, á decepção que é a vida neste canto de planeta, fatalmente a minha, ou melhor a nossa, Terra. E contemplo, do alto do jardim, a noite de verão, bebo e respiro desta paz não aprendida. Sei que amanha tudo será diferente, que escreverei uma postagem suspensa – arma da minha guerra contra as indiferenças e as abdicações, mas não quero ser ingrato diante de tal esplendor… agora respiro devagar, como se respirasse a imortalidade…
4 Comments:
dizes tu q necessitas frescura vegetal LOL quem te manda comer a bruta no rodizio LOL
Na imensidão da noite e no silêncio da escuridão os pensamentos tornam-se mais claros e tranquilos, daí a imortalidade q falas :) mto fixe! aquele abraço camarada
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